O CLUBE DOS 27

Esse funesto clube de rock e blues só permite a inscrição de seletos nomes. Quem decide quem entra no grupo? Não me arrisco a dizer.

Acontece que a lista de músicos que morreram aos 27 inclui nomes excepcionais e em tal quantidade que não pode passar despercebida. Ganhou destaque após a perda dos 3 jotas no decorrer de mais ou menos um ano: Jimmi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison, entre 1970 e 1971. Este, porém, não é o início e nem o fim do clube dos 27. Veja melhor os nomes:

 

Robert Johnson

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Robert Johnson, antes da Guitarra Elétrica

Músico de Blues. Pai de diversas melodias do estilo, foi regravado por grandes nomes como os Rolling Stones, Bob Dylan e Eric Clapton. Morreu em 1938. Com ele surgiu, também, o mito do músico que vende a alma ao diabo.

 

Brian Jones

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O membro esquecido dos Stones

Membro fundador dos Rolling Stones. Morreu um mês após ser mandado embora da banda. A briga era uma mistura de ego, drogas e problemas com a polícia. Afogou-se na piscina da sua própria casa em 3 de julho de 69, dando início a 2 anos muito tristes na história do Rock, como veremos a seguir.

 

Jimmi Hendrix

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A guitarra elétrica se divide em antes e depois de Hendrix

Dispensa comentários sobre sua carreira. Gênio inovador da guitarra, deixou o mundo pedindo bis em 18 de setembro de 70, afogado no próprio vômito, não preciso dizer sob quais circunstâncias, né?

 

Janis Joplin

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Época boa que, para o sucesso, precisava é de talento

Sua voz inigualável embalou os jovens hippies, adeptos da contra cultura. A musa maior de Woodstock morreu em 4 de outubro de 70, de overdose de heroína. Da próxima vez que ouvir seu hit Mercedez Benz, lembre-se que ela terminou sua gravação três dias antes de entrar para o clube.

 

Jim Morrison

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Teorias da conspiração dizem que Jim Morrison está vivo, criando gado numa fazenda

O lendário vocalista do The Doors não podia ficar fora do seleto grupo. Em 3 de julho de 71, ele foi se encontrar com o espírito do velho índio com quem dizia ter contato. Provavelmente, mais uma vítima da heroína, somada a diversas outras substâncias ao longo da juventude.

 

Pigpen

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Pigpen (chiqueiro) recebeu o apelido pelo desleixo com a higiene

Frontman do Grateful Dead, Ron Mckernan esteve a frente da banda em seu auge, mas foi obrigado a deixar os companheiros em 72, por motivos de saúde (abuso de álcool, principalmente). A sua morte, em 73, foi menos de um ano após a saída da banda.

 

Dave Alexander

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O vício não permitiu que Dave colhesse os louros do sucesso

Membro fundador dos Stooges, um dos pais do punk, junto de Iggy Pop, saiu do grupo em 70, por estar mais dedicado à bebida do que à banda. Morreu cinco anos depois, com a saúde complicada pelos anos de extravagância.

 

Pretorius

André Fredrik Pretorius
Pretorius, assim como Dave Alexander, foi privado de curtir o crescimento do movimento que criou.

Membro brasileiro do clube. André Fredrick Pretorius montou, em Brasília, o Aborto Elétrico, com músicos que formariam, depois, Legião Urbana e Capital Inicial. Seus excessos nas drogas o levaram embora em 88, já após o estouro do movimento do rock nacional dos 80’s.

 

Kurt Cobain

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Teorias da conspiração culpam sua esposa, Courtney Love, pela sua morte

A morte de Kurt é fruto de uma nova mistura aos ingredientes explosivos do Rock: o assédio da mídia e a indústria podre da música. Três anos após a avassaladora arrancada ao sucesso, o ícone do rock dos 90’s se matou com um tiro de espingarda em 94, após muitos problemas ao encarar a exposição e as exigências da gravadora.

 

Amy Winehouse

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Mais uma estrela que não soube lidar com a exposição exagerada e às mudanças em sua vida após o sucesso.

Após toda a experiência da indústria com artistas que despontam rapidamente e se perdem nas drogas, a morte de Amy foi muito mais que uma tragédia anunciada, foi o cúmulo da exploração midiática.

 

“Hope I die before I get old”

“Espero que eu morra antes que eu fique velho” (The Who – my generation)

Talvez essa idade, 27, seja de alguma forma marcante para a transição entre a juventude e a plenitude da vida adulta e, para a energia jovem, revoltada e inconsequente do Rock, amadurecer é passar para a geração que a música critica, reacionária e conformista. Esses ídolos jamais serão lembrados por fazerem essa transição, apenas pelo auge de sua rebeldia.

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