BREVE REFLEXÃO SOBRE O FEMINISMO

 

Historicamente, por diversas vezes a mulher foi vítima da sua própria condição, como se tivesse que pagar pela suposta fragilidade do seu gênero. Isso começou a mudar de maneira mais enfática a partir da Revolução Francesa ( 1789), que inspirou o mundo a rever velhos e decadentes conceitos.

Nada como uma grande revolução para avaliar, aspirar pensamentos e arquitetar novas filosofias. Embasadas no Liberté, Igualité, Fraternité, as mulheres se julgaram merecedoras dos preceitos pregados pelos entusiastas do iluminismo.

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Simone de Beauvoir

Na Nova Iorque de 1848 acontecia a primeira convenção dos direitos da mulher. Esse movimento político resultou na elaboração de um documento denominado “a declaração dos sentimentos”, em que refutavam sua condição de inutilidade política

O voto feminino só viria no século seguinte, no entanto. No Brasil, no início do século XX, a advogada carioca Myrthes de Campos (a primeira mulher a ingressar na Ordem dos Advogados do Brasil, em 1906) teve negado o pedido de participar das eleições. Esse direito só seria reconhecido com o Código Eleitoral de 1932. E olha que o Brasil estava na vanguarda. Na Suíça e em Portugal, o “voto de saias” só virou lei, respectivamente, em 1971 e 1974.

O feminismo contemporâneo luta pela “libertação” da mulher e está  baseado na denúncia da existência de uma opressão característica, com raízes profundas que atingem todas as mulheres pertencentes a várias culturas, classes sociais, sistemas econômicos e políticos. E também na ideia de que essa opressão persiste apesar da conquista dos direitos de igualdade ( jurídicos, politicos e econômicos).

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Leila Diniz

O movimento feminista obteve muitas vitórias, tanto nos países industrializados (onde era mais forte), como nos países em desenvolvimento. O divórcio e aborto foram temas que marcaram o  movimento nos 70.

Na década anterior  o advento da pílula anticoncepcional e a liberação sexual traçaram um novo olhar sob o aspecto da construção da identidade feminina. Agora o relacionamento sexual não era necessariamente sinônimo de uma gravidez indesejada.

Em 1971, preenchendo uma longa lista de tabus quebrados, a brasileira Leila Dinis apareceu de biquíni em uma praia carioca, exibindo uma enorme barriga de gravidez.

Recentemente a amamentação em público foi alvo de polêmica quando, em 2011, a antropóloga Marina Barão foi proibida de amamentar seu filho Francisco, na época com 3 meses, no espaço Itaú Cultural da Paulista.

Desde então, as mulheres se organizaram e realizaram os chamados “mamaços coletivos” nos locais onde houve relatos de coerção às lactantes. Para elas, colocar os seios para fora não tem nada de obsceno e nenhuma conotação sexual. O ato serve para alimentar os pequenos e aumentar o vínculo entre mãe e bebê. “Lugar de amamentar uma criança é onde ela sentir fome”, afirmam.

Após esse episódio e todas as manifestações que ele desencadeou, tornou-se lei em São Paulo: qualquer estabelecimento que proibir mães de amamentarem em público deverão pagar multa de R$ 500,00, valendo desde 14 de abril de 2015.

   Eu, alimentando a Helena. Amamentar é um ato de amor!

Fatos como este fazem com que o feminismo sempre esteja em pauta e seja sempre atual. A mulher não é fisiologicamente igual ao homem, mas também os homens não são todos iguais. As pessoas se diferenciam por idade, cultura, sotaque e também por gênero e nada disso torna uma melhor que a outra.

Portanto, é possível encontrar uma saída para uma sociedade igualitária na questão do gênero e a solução está, primeiramente, na liberdade individual, para que a pessoa escolha seus caminhos sem que isso lhe seja imposto por tradições e costumes.

A justiça ao mérito também é primordial para que a mulher que produz tão bem quanto o homem seja valorizada na mesma proporção. Do outro lado, aparece a responsabilidade do homem em respeitar e deixar a zona de conforto para defender o que é certo, sem agir apenas em causa própria.

Fontes de pesquisa:Guia do Estudante; Educação Uol.

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